Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quanto Mais Quente Melhor

Doces com coração (e umas coisas salgadas pelo meio). Food porn descarado da cozinha (e das viagens) de uma jornalista doceira.

Crepes (com frutos vermelhos e molho de chocolate)

Sou fã de panquecas mas sou ainda mais fã de crepes. O facto de serem muito mais fininhos tem muitas vantagens. Listemo-las: uma base muito maior para colocar coisas pecaminosas várias em cima, umas bordas crocantes em vez de fofas, uma origem francesa que dá um ar pomposo a qualquer lanche ou pequeno-almoço (não desfazendo da origem mais anglo-saxónica das panquecas).

 

O que é ainda melhor é que, desde que estejam com um bocadinho de paciência para os cozinhar, fazer crepes não é coisa que dê muito trabalho e pode mesmo ser uma programa giro para fazer com amigos ou com os miúdos lá de casa.

 

Deixo-vos a receita base e algumas sugestões para toppings. Mas estão à vontade para experimentar outras coisas.

 

11059931_831748643567363_3115057128407657310_n.jpg

Ingredientes (para duas pessoas muito gulosas ou três com menos fome):

1 chávena de farinha com fermento

2 ovos

270 ml de leite

15 gr. de manteiga derretida

1 pitada de sal

1 colher de sopa de açúcar

1 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)

Raspa de um limão pequeno (opcional)

 

Para cobrir os crepes:

Frutos vermelhos

Ganache de chocolate (receita no fim do texto)

 

Fazer a massa é tão simples como bater os ovos, juntar todos os outros ingredientes exceto a manteiga derretida, bater tudo, só no fim juntar a manteiga e mexer novamente.

 

Depois disto é preciso deixar a massa descansar uns 30 minutos. Se estiverem com muita pressa podem começar logo a cozinhar os crepes mas o descanso faz a diferença.

 

Terminado o tempo de repouso, aqueçam uma frigideira antiaderente e com as laterais baixas (eu uso mesmo uma para crepes) e coloquem uma noz de manteiga no fundo.

 

Quando a manteiga tiver derretido, despejem uma concha mal cheia de massa e vão manuseando a frigideira para que a massa cubra todo o fundo uniformemente e fiquem com uma camada muito fina. Têm de ser rápidos neste processo mas, ao fim de dois ou três crepes, vão ver que apanham o jeito.

 

Deixem cozinhar até que as pontas comecem a soltar-se e depois, com uma espátula larga e um movimento confiante, virem o crepe e permitam que cozinhe mais um minuto do outro lado. Retirem o crepe para um recipiente e cubram com um pano de cozinha limpo para que não arrefeça enquanto fazem os restantes.

 

Repitam o processo até não restar massa e vão colocando nozes de manteiga sempre que a vossa frigideira começar a querer pegar. Sendo a frigideira antiaderente diria que devem colocar uma noz muito pequena a cada dois ou três crepes que fizerem.

 

Para fazerem a ganache de chocolate, levem ao lume 100 ml de natas com uma colher de sopa de açúcar. Esperem que comecem a ferver e depois deitem-nas por cima de 100 gramas de chocolate de culinária (70% de cacau) partido aos pedaços. Esperem dois ou três minutos e mexam até ficarem com um molho bem ligado. O chocolate deverá ter derretido todo mas caso tenham sobrado alguns pedaços por derreter coloquem o recipiente durante alguns segundos no microondas e voltem a mexer.

 

Espalhem uma colher de ganache no vosso crepe, cubram com frutos vermelhos, dobrem o crepe em quatro e polvilhem com açúcar em pó. São também deliciosos apenas com açúcar e canela ou com uma compota ao vosso gosto.

Salada de frutas de verão com "croutons" de croissant e gelado de baunilha

Para esta salada de frutas "turbinada", usei morangos, pêssegos e ameixas rainha Cláudia mas podem usar o que tiverem mais à mão.

 

Vão transformar uma simples salada de fruta numa sobremesa de comer e chorar por mais. É garantido.

Captura de ecrã 2015-08-31, às 16.56.41.png

 

Ingredientes (para 3 a 4 pessoas):

2 pêssegos grandes

10 ameixas rainha Cláudia

150 gr. de morangos

1 c. chá de extrato de baunilha

2 croissants brioche

50 gr. de açúcar

1 c. chá de canela em pó

30 gr. de manteiga derretida

Gelado de baunilha q.b.

 

Comecem por cortar as frutas aos pedaços e coloquem-nas dentro de uma saladeira. Juntem 10 gr. do açúcar e o extrato de baunilha e envolvam na fruta com cuidado. Reservem a salada no frigorífico.

 

Aqueçam o forno a 180º. Cortem os croissants em quadrados pequenos e coloquem-nos num tabuleiro de ir ao forno. Reguem com a manteiga derretida e envolvam bem para que a manteiga cubra todos os pedaços de croissant. À parte, misturem as restantes 40 gr. de açúcar com a canela e deitem depois esta mistura por cima dos pedaços de croissant, envolvendo para ficarem todos cobertos.

 

Levem ao forno por 10 a 15 minutos ou até os quadrados estarem dourados e crocantes. Retirem e deixem arrefecer.

 

No momento de servir a sobremesa, envolvam os quadrados de croissant na salada de frutas e sirvam de imediato com uma bola de gelado de baunilha a acompanhar cada dose.

Pêssegos caramelizados com gelado de baunilha

Isto também é verão, amigos. Os morangos bons já lá vão e as cerejas decentes estão a ir-se embora mas os pêssegos mais sumarentos do ano chegaram para preencher o vazio nos nossos corações. E tratá-los desta maneira, caramelizando-os e cobrindo-os com gelado de baunilha, é garantia de conquista mesmo com o mais perfeccionista dos convidados.

 

Isto nem se pode chegar a considerar uma receita, é mais um processo de montagem, mas, porque não quero que vos falte nada, aqui seguem instruções.

 

 
Ingredientes (para duas pessoas gulosas):
2 pêssegos
3 colheres de sopa de açúcar
Gelado de baunilha
 

 

Esta receita vai demorar meia dúzia de linhas a explicar: lavem bem os pêssegos, cortem-nos ao meio e rodem as duas metades em direções opostas para libertar o caroço. Retirem o caroço, passem as metades expostas do pêssego pelo açúcar e coloquem-nas numa frigideira bem quente.
 
Depois é só esperar até que o açúcar se transforme em caramelo. Nesta altura retirem os pêssegos do lume (com cuidado, para não se queimarem) e cubram a covinha das metades com uma bola de gelado de baunilha. Depois suspirem com esta maravilha...Eu não disse? Coube tudo em seis linhas.
 

 

Tarte Tatin de Ruibarbo

Para quem nunca ouviu falar de Tarte Tatin, o termo refere-se a uma clássica sobremesa francesa, feita tradicionalmente com maçãs. A tarte é feita primeiro ao lume, onde a maçã (ou outras frutas) são caramelizadas. A fruta é depois coberta com massa folhada e o recipiente é levado ao forno. No final, este irresistível doce é desenformado, deixando no topo a fruta dourada com o molho de caramelo e no fundo a crocante massa.

1460051_873255359416691_7750722227763069278_n.jpg

 

Porque uns lindos talos de ruibarbo se meteram no meu caminho, achei que não era má ideia usá-los como experiência numa tarte tatin. E o resultado deixou todos a salivar.

11350622_873216639420563_7204718316188857488_n.jpg

Se antes era muito difícil encontrar ruibarbo em Portugal, agora já começa a não ser assim uma missão tão impossível. Há vários mercados e supermercados biológicos que vendem este vegetal (sim, não é um fruto) quando está na época e agora é a altura perfeita para o usar.

 

É amargo que se farta, e por isso é muito usado em sobremesas. A mistura com o açúcar torna-o numa espécie de limão da nobreza, trazendo aquele muito desejado ácido no meio de uma gulodice muito doce mas com outro nível de pinta, que o limão é coisa para estar sempre à mão e não parecer tão especial.

 

Ingredientes:

4 talos grandes de ruibarbo (bem lavados, extremidades cortadas, primeira capa descascada e cortados em pedaços de uns 3 cm)

1 base redonda de massa folhada de compra

1 chávena e meia de açúcar

60 gr. de manteiga

1 c. sopa de sumo de limão

2 c. chá de extrato de baunilha

1/2 c. chá de sal

 

Numa frigideira que possam depois levar ao forno, coloquem o ruibarbo, o açúcar, a manteiga, o sumo de limão, a baunilha e o sal. Levem ao lume e deixem que cozinhe em fogo alto, mexendo ocasionalmente até que tudo tenha sido derretido e a mistura comece a caramelizar (uns 5/7 minutos).

 

Retirem a frigideira do lume e, por cima do ruibarbo, coloquem o círculo de massa folhada, aconchegando as extremidades com a ajuda de uma colher, para que as pontas fiquem viradas para baixo e não para fora.

 

Levem ao forno pré-aquecido a 180º durante mais ou menos 30 minutos ou até que a massa esteja bem folhada, crocante e dourada.

 

Retirem do forno e desenformem de imediato. Comam esta maravilha de ruibarbo quente, morna ou fria com uma bola de gelado de baunilha generosa a escorrer por cima.

Semifrio de framboesa, água de rosa e pistáchio

Temos calor, não temos? Então é tempo de comer um docinho gelado. Para receber os dias de verão, nada melhor do que este semifrio com uma combinação de sabores diferente do habitual.

 

O pistáchio e a água de rosa levam-nos para os sabores das sobremesas do Médio Oriente (baklava, alguém gosta?). A framboesa, digo eu, fica bem em qualquer sítio e aqui anima a festa com o seu toque mais ácido.

 

11219631_860265054049055_2446501135949249958_n.jpg

Ingredientes:

2 ovos

4 gemas

1/3 de chávena de açúcar + 2 c. sopa (para as natas)

1 chávena + 3/4 de chávena de natas

150 gr. de framboesas

2/3 de chávena de pistáchios (torrados, sem a casca e picados grosseiramente)

1 c. sopa de água de rosa para uso alimentar (é opcional mas faz toda a diferença)

 

Comecem por untar uma forma de rectangular comprida (de bolo inglês) com um pouco de manteiga e forrem-na com película antiaderente, deixando umas pontas compridas cair para fora da forma. A manteiga serve só mesmo para a película não fugir.

 

Levem uma tigela ao lume em banho maria os ovos, as gemas e o açúcar (o terço de chávena). Com o lume no mínimo e nunca deixando a água tocar no fundo da tigela, vão batendo com a batedeira durante 4 a 5 minutos até terem uma mistura cremosa e espessa. Retirem a mistura do lume e continuem a bater até que o fundo da tigela tenha arrefecido completamente.

 

À parte, batam as natas com as duas colheres de açúcar até obterem picos firmes. Cuidadosamente, envolvam as natas na mistura de ovos. Juntem depois os pistáchios, as framboesas e a água de rosas e envolvam novamente, com carinho para não darem cabo das framboesas.

 

Deitem a mistura para dentro da forma forrada. Tapem com as pontas caídas da película antiaderente e levem ao congelador até que fique firme. O ideal é fazer a receita no dia anterior a ser servida.

 

Quando quiserem servir, retirem a forma do congelador, esperem cinco minutos e desenformem para um prato, retirando a película. Cortem em fatias generosas e decorem com mais framboesas.

 

Bolo mármore com crumble de chocolate

Querem um bolo perfeito para a hora do chá mas estão fartos de não encontrar nada de original para fazer? Estamos aqui para vos ajudar. Este bolo amanteigado pega numa tradicional receita de bolo mármore e dá-lhe a volta com um crumble delicioso no topo.

9008_811770642231830_4515527930150053907_n.jpg

Imaginem só: uma chávena de chá fumegante, aquecedor ligado, manta em cima das pernas e uma garfada de chorar por mais deste bolo rico com uma surpresa no topo, uma cobertura crocante com pepitas de chocolate.

 

Mãos à obra?

 

Ingredientes:

225 gr. de manteiga à temperatura ambiente

225 gr. de açúcar

225 gr. de farinha

1 c. chá de fermento em pó

4 ovos

1 c. chá de extrato de baunilha

50 ml de leite

25 gr. de cacau em pó

 

(Para o crumble)

125 gr. de farinha

75 gr. de açúcar

75 gr. de manteiga fria cortada aos cubos

75 gr. de pepitas de chocolate

açúcar em pó para polvilhar

 

Comecem pelo crumble: numa tigela misturem a farinha com o açúcar, juntem a manteiga em cubos e com os dedos vão esfarelando a mistura até se parecer com migalhas de pão. Adicionem as pepitas de chocolate e guardem esta mistura no frigorífico enquanto fazem o bolo.

 

Aqueçam o forno a 180º e preparem a forma. Untem e forrem com papel vegetal uma forma redonda de fundo amovível. Polvilhem com farinha e retirem o excesso.

 

Batam a manteiga com o açúcar até obterem uma mistura bem leve e fofa. À parte batam os ovos com a baunilha e vão juntando ao creme de manteiga, batendo sempre até estar tudo bem ligado.

 

Peneirem depois a farinha e o fermento para dentro da massa e misturem carinhosamente, sem bater, até estar tudo homogéneo. Por fim, adicionem o leite e envolvam bem.

 

Dividam a massa em duas partes e a uma delas juntem o cacau, misturando até estar envolvido.

 

Vão deitando colheradas alternadas da massa clara e da massa escura na forma e, quanto estiver toda lá dentro, peguem num palito e formem com ele o efeito marmoreado (não misturem demasiado senão perde-se o padrão branco e preto).

 

Espalhem por cima o crumble e levem ao forno durante 50 a 60 minutos, até estar bem dourado por cima e um palito sair limpo quando espetado no meio do bolo.

 

Deixem que o bolo arrefeça durante 10 minutos e, passado este tempo, abram a forma para tirar o aro lateral. Esperem até que arrefeça totalmente para retirarem a base da forma e, nessa altura, transfiram o bolo cuidadosamente para um prato de servir com a ajuda de uma espátula (sem virarem o bolo, senão o crumble fica arruinado).

 

Vão ver que não vai sobrar migalha para contar a história.

Fatias de Morango, Coco e Amêndoa

Não adoram ver aquelas sobremesas em que alguma coisa jorra por cima da outra de forma marota e sem regras, desarrumando as camadas que estavam tão certinhas antes de irem para o forno? Essas coisas rústicas chegam-me ao coração e estas Fatias de Morango, Coco e Amêndoa (que, na verdade, também têm aveia) encaixam no perfil. 

 

Esta receita cheirou-me a piquenique e fiquei com vontade de a fazer.

fotografia.JPG

Ingredientes:

 

(Para a base)

280 g de manteiga

180 g de açúcar em pó

400 g de farinha

1 c. chá de fermento em pó

120 g de coco ralado

1 a 2 c. sopa de água

 

(Para o recheio)

300 g de compota de morango

350 g de morangos, cortados às fatias

 

(Para a cobertura)

2 ovos

90 g de açúcar

120 g de flocos de aveia

120 g de amêndoas laminadas

30 g de coco ralado

 

Comecei por untar e forrar com papel vegetal uma forma rectangular (daquelas ideais para fazer tortas). Aqueci o forno a 175º.

 

Depois, coloquei no robô de cozinha a farinha, o fermento, o açúcar em pó e o coco ralado. Triturei para misturar tudo. Juntei depois a manteiga fria, cortada aos cubos, e liguei o robô novamente. Por fim, juntei uma colher de água com o robô em funcionamento, só até a mistura começar a ficar ligada (podem precisar de um bocadinho mais, dependendo das condições meteorológicas).

 

Despejei esta massa meio desfeita para a forma e, com os dedos, pressionei até ficar toda bem direitinha. Podem usar as costas de uma colher para fazer isto. Levei depois ao forno durante uns 15 minutos, ou até a massa começar a ficar dourada em cima. Cuidado para não queimarem as pontas.

 

Retirei e deixei arrefecer e, enquanto isso, preparei o recheio e a cobertura. Fatiei os morangos e guardei. Numa tigela, bati os ovos com o açúcar até terem duplicado de volume e a mistura estar espessa e esbranquiçada. A este preparado, juntei a aveia, as amêndoas e o coco e envolvi com cuidado.

 

Agora, vamos à montagem. Deitei a compota em cima da base já fria e espalhei bem com uma espátula. Em cima, espalhei os morangos fatiados. No topo, coloquei a mistura de aveia, amêndoas e coco e alisei para cobrir quase tudo. Não se preocupem se um ou outro morango ficar a espreitar no meio.

 

Bastou depois o passo final, levar ao forno mais uns 20 minutos, ou até ficar bem tostado por cima. Retirei, deixei arrefecer e cortei às fatias.

Muffins infalíveis (de limão e mirtilos e de chocolate branco e framboesas)

Chamem-lhes muffins, bolinhos ou queques, como vos soar melhor. Estas maravilhas são uma sugestão perfeita para um lanche, um brunch ou até um pequeno-almoço mais mal comportado. Se conseguirem ser mestres na receita base (e não é preciso grande talento para o serem), podem arriscar nas combinações de que mais gostarem.

 

11390198_877051099037117_3136419189354930599_n.jpg

O grande segredo para se conseguir muffins fofinhos e leves é simples e tem de ser seguido à risca: os ingredientes líquidos devem ser misturados aos ingredientes secos apenas com umas mexidelas. Mesmo que a massa fique com um grumo ou outro não se preocupem, isso resolve-se no forno. Massa de muffins demasiado envolvida, resultará com uma enorme probabilidade em bolos densos e pesados.

 

Esta dose de massa dá para 12 muffins. Nesta receita, dividi a massa ao meio e fiz seis com mirtilos e limão e seis com framboesas e chocolate branco. Mas atirem-se a outras coisas boas: banana e pepitas de chocolate, maçã e canela, morangos e pistácio...o que tiverem por casa ou vos apetecer mais.

 

Ingredientes:

375 gr. de farinha com fermento

1 c. chá de fermento em pó

220 gr. de açúcar (mais algum para polvilhar o topo dos muffins)

1 ovo grande

125 ml. de óleo

125 ml. de leite

1 c. chá de extrato ou pasta de baunilha

1 pitada de sal

150 gr. de mirtilos frescos ou congelados

Raspa de meio limão

150 gr. de framboesas frescas ou congeladas

75 gr. de chocolate branco cortado em pedaços pequenos

 

Aqueçam o forno a 180º e forrem uma forma para doze muffins com caixinhas de papel. Numa tigela, misturem a farinha, o fermento, o açúcar e o sal. À parte, noutro recipiente, batam o ovo com o óleo, o leite e a baunilha até estar tudo misturado.

 

Agora vem a parte que não pode falhar: juntem os ingredientes líquidos aos ingredientes secos e mexam com uma espátula ou uma colher de pau apenas até começar a ficar tudo envolvido. Não faz mal se ainda conseguirem ver uns pozinhos de farinha, lembrem-se de que ainda vão envolver as frutas e outras coisas boas na massa.

 

Dividam a massa em duas partes. A uma porção juntem os mirtilos e a raspa de limão, à outra adicionem as framboesas e o chocolate branco. Envolvam uma ou duas vezes, tentando não esmagar a fruta.

 

Dividam as duas partes de massa pelas seis formas que cada porção deve encher. As formas de papel devem ficar cheias quase até ao topo. Polvilhem açúcar por cima de cada muffin (pode ser açúcar branco mas também mascavado ou demerara se preferirem).

 

Levem os muffins ao forno durante 30 a 35 minutos, até terem subido bastante e estarem bem dourados. Tentem não abrir a porta do forno até à fase final da cozedura para os bolos não descerem.

 

Retirem a forma do forno, deixem arrefecer um pouco e retirem os muffins da forma de metal. Comam mornos ou frios na companhia de amigos gulosos.

Bolo de lemon curd e morangos

A primavera chegou e com ela tem de vir um bolo deste calibre. Não é mais do que um pão de ló recheado e coberto com lemon curd e morangos mas esta festa feliz de ingredientes dá um resultado de comer e chorar por mais.

 

Se quiserem atalhar caminho podem comprar o lemon curd já feito mas eu prefiro fazê-lo em casa, não só porque é simples, mas porque fica mais saboroso e sai muito mais barato (e, sim, vai sobrar um bocado de creme que podem depois comer noutro dia a escorrer por cima de uma bola de gelado).

Captura de ecrã 2016-04-7, às 10.59.13.png

Ingredientes:

4 ovos

2 chávenas de açúcar

2 chávenas de farinha

1 chávena de leite

60 gr. de manteiga

2 colheres de chá de fermento em pó

1 pitada de sal

1 colher de chá de extrato de baunilha

1/4 chávena de açúcar + 1 chávena de água + 1 casca de limão para a calda

500 gr. de morangos cortados às metades

 

(Para o creme de limão)

4 limões

200 gr. de açúcar

100 gr. de manteiga

3 ovos + 1 gema

 

Coloquem os ovos numa tigela e batam-nos com uma batedeira por quatro minutos (se tiverem uma batedeira fixa usem-na nesta receita). A seguir, adicionem o açúcar e continuem a bater por mais cinco minutos até a mistura ter aumentado muito de volume. Adicionem a baunilha e batam até ficar envolvida.

 

Numa tigela à parte, peneirem os ingredientes secos e juntem-nos depois com cuidado aos ovos batidos com o açúcar, batendo apenas até estar tudo ligado.

 

Levem ao lume num tacho o leite e a manteiga, apenas até esta derreter. Juntem à massa, com cuidado para não perder muito ar, e batam em velocidade mínima só até estar tudo homogéneo.

 

Dividam a massa por duas formas de 20 cm untadas com manteiga e forradas com papel vegetal e levem ao forno pré-aquecido a 175º até um palito sair limpo do centro dos bolos (20 a 30 minutos).

 

Enquanto os bolos cozem, façam a calda de limão. Levem 1/4 de chávena de açúcar ao lume com uma chávena de água e uma casca de limão. Quando começar a ferver contem cinco minutos e depois retirem do lume, retirem a casca de limão e deixem arrefecer.

 

Façam também o creme de limão (caso optem pela versão caseira). Levem ao lume em banho-maria, a raspa e o sumo dos limões, a manteiga e o açúcar. Quando estiver tudo derretido, adicionem esta mistura aos ovos e à gema já batidos. Envolvam bem e de forma rápida para que o choque térmico não vos deixe com ovos mexidos. Devolvam a mistura ao lume, de novo em banho-maria, e vão mexendo sempre até que comece a engrossar. O creme está pronto quando cobrirem a parte de trás de uma colher de pau com ele e ele se aguentar lá.

 

Entretanto, os vossos bolos já deverão estar prontos. Retirem-nos do forno, desenformem-nos e deixem que arrefeçam completamente, assim como a calda de açúcar o creme de limão. É muito importante que esteja tudo frio no momento da montagem do bolo.

 

Por esta altura, já só falta fazer o puzzle. Com um palito, façam uns furinhos nos dois bolos e depois vão embebendo as duas partes com colheradas da calda de açúcar e limão. Esperem uns 15 minutos para garantir que os bolos absorveram toda a calda.

 

No prato de servir, coloquem a primeira metade do bolo (parte embebida em calda para cima) e cubram com lemon curd. Não tenham receio de colocar demasiado creme, escorrer para os lados não tem mal algum. Por cima, coloquem metades de morangos. Cubram com a outra metade do bolo (parte embebida em calda para baixo) e voltem a colocar lemon curd e morangos.

 

Comam fatias generosas e, se forem muito gulosos, coloquem umas colheradas extra do lemon curd que sobrou em cima da vossa fatia.

 

 

Folar (sem os ovos cozidos que só servem para chatear)

Sou fã de pão doce (folares, regueifas e seus parentes). Este pão doce tornou-se de tal forma um favorito lá de casa e dos amigos que passou a estar recorrentemente na minha mesa ...na Páscoa e no resto do ano.
 

IMG_2905.JPG

Uma coisa que nunca encaixou comigo foi o porquê de se meter ovos cozidos nos folares. Sim senhores, o efeito é bonito e de certeza que a ideia tem uma origem qualquer digna de manter a tradição, mas não servem para grande coisa e só chateiam quando é preciso abrir caminho entre eles para conseguir comer um pedaço do desejado manjar pascal. O meu folar não tem cá nada disso. Se por isso perder o estatuto de folar, não importa.

 

A receita não exige muito trabalho, especialmente se tiverem uma máquina de fazer pão para ajudar a amassar e levedar. As instruções vão para esses sortudos como eu, mas para quem quiser fazer à mão também é possível (passos no final).

 

Ingredientes:

250ml de leite quentinho (não a ferver, senão mata o fermento)
1 saqueta (2 colheres de chá) de fermento seco rápido
1 ovo
110g de açúcar
570g de farinha sem fermento (Tipo 65)
1 colher de café de erva-doce em pó
1 colher de café de canela em pó
100g de manteiga derretida

1 gema de ovo para pincelar

 

Coloquem na cuba da máquina os ingredientes pela seguinte ordem: leite, fermento, ovo, açúcar, farinha, erva-doce, canela e manteiga. Liguem a máquina no programa "Massa" e deixem seguir até ao fim (leveda e tudo). 

 

 

Tirem a massa e separem um bocadinho (do tamanho de um pequeno pãozinho) para decorar com uma cruz.

 

Numa superfície polvilhada com farinha moldem o folar num formato redondo, enrolando para baixo as pontas menos perfeitas. Com o pedaço de massa que retiraram façam dois rolinhos e coloquem-nos em cima numa cruz, pressionando bem as pontas em cima do folar para não se soltarem.

 

Estamos quase a acabar. Coloquem o vosso folar num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincelem com gema de ovo batida com um bocadinho de água. Polvilhem generosamente com açúcar e levem ao forno a 180º por mais ou menos 40 minutos.

 

 

À mão: Coloquem numa tigela grande a manteiga, o açúcar, o ovo e bater. Juntem a canela e a erva-doce, o fermento e o leite. Batam tudo e juntem depois a farinha (podem fazer isto com uma colher de pau ou com uma batedeira com ganchos fortes). Deixem levedar a massa, tapadinha e aconchegada com um pano, mais ou menos 1h30 ou até o volume duplicar.

 

E pronto, agora é comer assim mesmo ou com manteiga a escorrer pelos lados.