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Quanto Mais Quente Melhor

Doces com coração (e umas coisas salgadas pelo meio). Food porn descarado da cozinha (e das viagens) de uma jornalista doceira.

Tarte Tatin de Ruibarbo

Para quem nunca ouviu falar de Tarte Tatin, o termo refere-se a uma clássica sobremesa francesa, feita tradicionalmente com maçãs. A tarte é feita primeiro ao lume, onde a maçã (ou outras frutas) são caramelizadas. A fruta é depois coberta com massa folhada e o recipiente é levado ao forno. No final, este irresistível doce é desenformado, deixando no topo a fruta dourada com o molho de caramelo e no fundo a crocante massa.

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Porque uns lindos talos de ruibarbo se meteram no meu caminho, achei que não era má ideia usá-los como experiência numa tarte tatin. E o resultado deixou todos a salivar.

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Se antes era muito difícil encontrar ruibarbo em Portugal, agora já começa a não ser assim uma missão tão impossível. Há vários mercados e supermercados biológicos que vendem este vegetal (sim, não é um fruto) quando está na época e agora é a altura perfeita para o usar.

 

É amargo que se farta, e por isso é muito usado em sobremesas. A mistura com o açúcar torna-o numa espécie de limão da nobreza, trazendo aquele muito desejado ácido no meio de uma gulodice muito doce mas com outro nível de pinta, que o limão é coisa para estar sempre à mão e não parecer tão especial.

 

Ingredientes:

4 talos grandes de ruibarbo (bem lavados, extremidades cortadas, primeira capa descascada e cortados em pedaços de uns 3 cm)

1 base redonda de massa folhada de compra

1 chávena e meia de açúcar

60 gr. de manteiga

1 c. sopa de sumo de limão

2 c. chá de extrato de baunilha

1/2 c. chá de sal

 

Numa frigideira que possam depois levar ao forno, coloquem o ruibarbo, o açúcar, a manteiga, o sumo de limão, a baunilha e o sal. Levem ao lume e deixem que cozinhe em fogo alto, mexendo ocasionalmente até que tudo tenha sido derretido e a mistura comece a caramelizar (uns 5/7 minutos).

 

Retirem a frigideira do lume e, por cima do ruibarbo, coloquem o círculo de massa folhada, aconchegando as extremidades com a ajuda de uma colher, para que as pontas fiquem viradas para baixo e não para fora.

 

Levem ao forno pré-aquecido a 180º durante mais ou menos 30 minutos ou até que a massa esteja bem folhada, crocante e dourada.

 

Retirem do forno e desenformem de imediato. Comam esta maravilha de ruibarbo quente, morna ou fria com uma bola de gelado de baunilha generosa a escorrer por cima.

Semifrio de framboesa, água de rosa e pistáchio

Temos calor, não temos? Então é tempo de comer um docinho gelado. Para receber os dias de verão, nada melhor do que este semifrio com uma combinação de sabores diferente do habitual.

 

O pistáchio e a água de rosa levam-nos para os sabores das sobremesas do Médio Oriente (baklava, alguém gosta?). A framboesa, digo eu, fica bem em qualquer sítio e aqui anima a festa com o seu toque mais ácido.

 

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Ingredientes:

2 ovos

4 gemas

1/3 de chávena de açúcar + 2 c. sopa (para as natas)

1 chávena + 3/4 de chávena de natas

150 gr. de framboesas

2/3 de chávena de pistáchios (torrados, sem a casca e picados grosseiramente)

1 c. sopa de água de rosa para uso alimentar (é opcional mas faz toda a diferença)

 

Comecem por untar uma forma de rectangular comprida (de bolo inglês) com um pouco de manteiga e forrem-na com película antiaderente, deixando umas pontas compridas cair para fora da forma. A manteiga serve só mesmo para a película não fugir.

 

Levem uma tigela ao lume em banho maria os ovos, as gemas e o açúcar (o terço de chávena). Com o lume no mínimo e nunca deixando a água tocar no fundo da tigela, vão batendo com a batedeira durante 4 a 5 minutos até terem uma mistura cremosa e espessa. Retirem a mistura do lume e continuem a bater até que o fundo da tigela tenha arrefecido completamente.

 

À parte, batam as natas com as duas colheres de açúcar até obterem picos firmes. Cuidadosamente, envolvam as natas na mistura de ovos. Juntem depois os pistáchios, as framboesas e a água de rosas e envolvam novamente, com carinho para não darem cabo das framboesas.

 

Deitem a mistura para dentro da forma forrada. Tapem com as pontas caídas da película antiaderente e levem ao congelador até que fique firme. O ideal é fazer a receita no dia anterior a ser servida.

 

Quando quiserem servir, retirem a forma do congelador, esperem cinco minutos e desenformem para um prato, retirando a película. Cortem em fatias generosas e decorem com mais framboesas.

 

Bolo mármore com crumble de chocolate

Querem um bolo perfeito para a hora do chá mas estão fartos de não encontrar nada de original para fazer? Estamos aqui para vos ajudar. Este bolo amanteigado pega numa tradicional receita de bolo mármore e dá-lhe a volta com um crumble delicioso no topo.

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Imaginem só: uma chávena de chá fumegante, aquecedor ligado, manta em cima das pernas e uma garfada de chorar por mais deste bolo rico com uma surpresa no topo, uma cobertura crocante com pepitas de chocolate.

 

Mãos à obra?

 

Ingredientes:

225 gr. de manteiga à temperatura ambiente

225 gr. de açúcar

225 gr. de farinha

1 c. chá de fermento em pó

4 ovos

1 c. chá de extrato de baunilha

50 ml de leite

25 gr. de cacau em pó

 

(Para o crumble)

125 gr. de farinha

75 gr. de açúcar

75 gr. de manteiga fria cortada aos cubos

75 gr. de pepitas de chocolate

açúcar em pó para polvilhar

 

Comecem pelo crumble: numa tigela misturem a farinha com o açúcar, juntem a manteiga em cubos e com os dedos vão esfarelando a mistura até se parecer com migalhas de pão. Adicionem as pepitas de chocolate e guardem esta mistura no frigorífico enquanto fazem o bolo.

 

Aqueçam o forno a 180º e preparem a forma. Untem e forrem com papel vegetal uma forma redonda de fundo amovível. Polvilhem com farinha e retirem o excesso.

 

Batam a manteiga com o açúcar até obterem uma mistura bem leve e fofa. À parte batam os ovos com a baunilha e vão juntando ao creme de manteiga, batendo sempre até estar tudo bem ligado.

 

Peneirem depois a farinha e o fermento para dentro da massa e misturem carinhosamente, sem bater, até estar tudo homogéneo. Por fim, adicionem o leite e envolvam bem.

 

Dividam a massa em duas partes e a uma delas juntem o cacau, misturando até estar envolvido.

 

Vão deitando colheradas alternadas da massa clara e da massa escura na forma e, quanto estiver toda lá dentro, peguem num palito e formem com ele o efeito marmoreado (não misturem demasiado senão perde-se o padrão branco e preto).

 

Espalhem por cima o crumble e levem ao forno durante 50 a 60 minutos, até estar bem dourado por cima e um palito sair limpo quando espetado no meio do bolo.

 

Deixem que o bolo arrefeça durante 10 minutos e, passado este tempo, abram a forma para tirar o aro lateral. Esperem até que arrefeça totalmente para retirarem a base da forma e, nessa altura, transfiram o bolo cuidadosamente para um prato de servir com a ajuda de uma espátula (sem virarem o bolo, senão o crumble fica arruinado).

 

Vão ver que não vai sobrar migalha para contar a história.

Fatias de Morango, Coco e Amêndoa

Não adoram ver aquelas sobremesas em que alguma coisa jorra por cima da outra de forma marota e sem regras, desarrumando as camadas que estavam tão certinhas antes de irem para o forno? Essas coisas rústicas chegam-me ao coração e estas Fatias de Morango, Coco e Amêndoa (que, na verdade, também têm aveia) encaixam no perfil. 

 

Esta receita cheirou-me a piquenique e fiquei com vontade de a fazer.

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Ingredientes:

 

(Para a base)

280 g de manteiga

180 g de açúcar em pó

400 g de farinha

1 c. chá de fermento em pó

120 g de coco ralado

1 a 2 c. sopa de água

 

(Para o recheio)

300 g de compota de morango

350 g de morangos, cortados às fatias

 

(Para a cobertura)

2 ovos

90 g de açúcar

120 g de flocos de aveia

120 g de amêndoas laminadas

30 g de coco ralado

 

Comecei por untar e forrar com papel vegetal uma forma rectangular (daquelas ideais para fazer tortas). Aqueci o forno a 175º.

 

Depois, coloquei no robô de cozinha a farinha, o fermento, o açúcar em pó e o coco ralado. Triturei para misturar tudo. Juntei depois a manteiga fria, cortada aos cubos, e liguei o robô novamente. Por fim, juntei uma colher de água com o robô em funcionamento, só até a mistura começar a ficar ligada (podem precisar de um bocadinho mais, dependendo das condições meteorológicas).

 

Despejei esta massa meio desfeita para a forma e, com os dedos, pressionei até ficar toda bem direitinha. Podem usar as costas de uma colher para fazer isto. Levei depois ao forno durante uns 15 minutos, ou até a massa começar a ficar dourada em cima. Cuidado para não queimarem as pontas.

 

Retirei e deixei arrefecer e, enquanto isso, preparei o recheio e a cobertura. Fatiei os morangos e guardei. Numa tigela, bati os ovos com o açúcar até terem duplicado de volume e a mistura estar espessa e esbranquiçada. A este preparado, juntei a aveia, as amêndoas e o coco e envolvi com cuidado.

 

Agora, vamos à montagem. Deitei a compota em cima da base já fria e espalhei bem com uma espátula. Em cima, espalhei os morangos fatiados. No topo, coloquei a mistura de aveia, amêndoas e coco e alisei para cobrir quase tudo. Não se preocupem se um ou outro morango ficar a espreitar no meio.

 

Bastou depois o passo final, levar ao forno mais uns 20 minutos, ou até ficar bem tostado por cima. Retirei, deixei arrefecer e cortei às fatias.

Muffins infalíveis (de limão e mirtilos e de chocolate branco e framboesas)

Chamem-lhes muffins, bolinhos ou queques, como vos soar melhor. Estas maravilhas são uma sugestão perfeita para um lanche, um brunch ou até um pequeno-almoço mais mal comportado. Se conseguirem ser mestres na receita base (e não é preciso grande talento para o serem), podem arriscar nas combinações de que mais gostarem.

 

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O grande segredo para se conseguir muffins fofinhos e leves é simples e tem de ser seguido à risca: os ingredientes líquidos devem ser misturados aos ingredientes secos apenas com umas mexidelas. Mesmo que a massa fique com um grumo ou outro não se preocupem, isso resolve-se no forno. Massa de muffins demasiado envolvida, resultará com uma enorme probabilidade em bolos densos e pesados.

 

Esta dose de massa dá para 12 muffins. Nesta receita, dividi a massa ao meio e fiz seis com mirtilos e limão e seis com framboesas e chocolate branco. Mas atirem-se a outras coisas boas: banana e pepitas de chocolate, maçã e canela, morangos e pistácio...o que tiverem por casa ou vos apetecer mais.

 

Ingredientes:

375 gr. de farinha com fermento

1 c. chá de fermento em pó

220 gr. de açúcar (mais algum para polvilhar o topo dos muffins)

1 ovo grande

125 ml. de óleo

125 ml. de leite

1 c. chá de extrato ou pasta de baunilha

1 pitada de sal

150 gr. de mirtilos frescos ou congelados

Raspa de meio limão

150 gr. de framboesas frescas ou congeladas

75 gr. de chocolate branco cortado em pedaços pequenos

 

Aqueçam o forno a 180º e forrem uma forma para doze muffins com caixinhas de papel. Numa tigela, misturem a farinha, o fermento, o açúcar e o sal. À parte, noutro recipiente, batam o ovo com o óleo, o leite e a baunilha até estar tudo misturado.

 

Agora vem a parte que não pode falhar: juntem os ingredientes líquidos aos ingredientes secos e mexam com uma espátula ou uma colher de pau apenas até começar a ficar tudo envolvido. Não faz mal se ainda conseguirem ver uns pozinhos de farinha, lembrem-se de que ainda vão envolver as frutas e outras coisas boas na massa.

 

Dividam a massa em duas partes. A uma porção juntem os mirtilos e a raspa de limão, à outra adicionem as framboesas e o chocolate branco. Envolvam uma ou duas vezes, tentando não esmagar a fruta.

 

Dividam as duas partes de massa pelas seis formas que cada porção deve encher. As formas de papel devem ficar cheias quase até ao topo. Polvilhem açúcar por cima de cada muffin (pode ser açúcar branco mas também mascavado ou demerara se preferirem).

 

Levem os muffins ao forno durante 30 a 35 minutos, até terem subido bastante e estarem bem dourados. Tentem não abrir a porta do forno até à fase final da cozedura para os bolos não descerem.

 

Retirem a forma do forno, deixem arrefecer um pouco e retirem os muffins da forma de metal. Comam mornos ou frios na companhia de amigos gulosos.

Bolo de lemon curd e morangos

A primavera chegou e com ela tem de vir um bolo deste calibre. Não é mais do que um pão de ló recheado e coberto com lemon curd e morangos mas esta festa feliz de ingredientes dá um resultado de comer e chorar por mais.

 

Se quiserem atalhar caminho podem comprar o lemon curd já feito mas eu prefiro fazê-lo em casa, não só porque é simples, mas porque fica mais saboroso e sai muito mais barato (e, sim, vai sobrar um bocado de creme que podem depois comer noutro dia a escorrer por cima de uma bola de gelado).

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Ingredientes:

4 ovos

2 chávenas de açúcar

2 chávenas de farinha

1 chávena de leite

60 gr. de manteiga

2 colheres de chá de fermento em pó

1 pitada de sal

1 colher de chá de extrato de baunilha

1/4 chávena de açúcar + 1 chávena de água + 1 casca de limão para a calda

500 gr. de morangos cortados às metades

 

(Para o creme de limão)

4 limões

200 gr. de açúcar

100 gr. de manteiga

3 ovos + 1 gema

 

Coloquem os ovos numa tigela e batam-nos com uma batedeira por quatro minutos (se tiverem uma batedeira fixa usem-na nesta receita). A seguir, adicionem o açúcar e continuem a bater por mais cinco minutos até a mistura ter aumentado muito de volume. Adicionem a baunilha e batam até ficar envolvida.

 

Numa tigela à parte, peneirem os ingredientes secos e juntem-nos depois com cuidado aos ovos batidos com o açúcar, batendo apenas até estar tudo ligado.

 

Levem ao lume num tacho o leite e a manteiga, apenas até esta derreter. Juntem à massa, com cuidado para não perder muito ar, e batam em velocidade mínima só até estar tudo homogéneo.

 

Dividam a massa por duas formas de 20 cm untadas com manteiga e forradas com papel vegetal e levem ao forno pré-aquecido a 175º até um palito sair limpo do centro dos bolos (20 a 30 minutos).

 

Enquanto os bolos cozem, façam a calda de limão. Levem 1/4 de chávena de açúcar ao lume com uma chávena de água e uma casca de limão. Quando começar a ferver contem cinco minutos e depois retirem do lume, retirem a casca de limão e deixem arrefecer.

 

Façam também o creme de limão (caso optem pela versão caseira). Levem ao lume em banho-maria, a raspa e o sumo dos limões, a manteiga e o açúcar. Quando estiver tudo derretido, adicionem esta mistura aos ovos e à gema já batidos. Envolvam bem e de forma rápida para que o choque térmico não vos deixe com ovos mexidos. Devolvam a mistura ao lume, de novo em banho-maria, e vão mexendo sempre até que comece a engrossar. O creme está pronto quando cobrirem a parte de trás de uma colher de pau com ele e ele se aguentar lá.

 

Entretanto, os vossos bolos já deverão estar prontos. Retirem-nos do forno, desenformem-nos e deixem que arrefeçam completamente, assim como a calda de açúcar o creme de limão. É muito importante que esteja tudo frio no momento da montagem do bolo.

 

Por esta altura, já só falta fazer o puzzle. Com um palito, façam uns furinhos nos dois bolos e depois vão embebendo as duas partes com colheradas da calda de açúcar e limão. Esperem uns 15 minutos para garantir que os bolos absorveram toda a calda.

 

No prato de servir, coloquem a primeira metade do bolo (parte embebida em calda para cima) e cubram com lemon curd. Não tenham receio de colocar demasiado creme, escorrer para os lados não tem mal algum. Por cima, coloquem metades de morangos. Cubram com a outra metade do bolo (parte embebida em calda para baixo) e voltem a colocar lemon curd e morangos.

 

Comam fatias generosas e, se forem muito gulosos, coloquem umas colheradas extra do lemon curd que sobrou em cima da vossa fatia.

 

 

Folar (sem os ovos cozidos que só servem para chatear)

Sou fã de pão doce (folares, regueifas e seus parentes). Este pão doce tornou-se de tal forma um favorito lá de casa e dos amigos que passou a estar recorrentemente na minha mesa ...na Páscoa e no resto do ano.
 

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Uma coisa que nunca encaixou comigo foi o porquê de se meter ovos cozidos nos folares. Sim senhores, o efeito é bonito e de certeza que a ideia tem uma origem qualquer digna de manter a tradição, mas não servem para grande coisa e só chateiam quando é preciso abrir caminho entre eles para conseguir comer um pedaço do desejado manjar pascal. O meu folar não tem cá nada disso. Se por isso perder o estatuto de folar, não importa.

 

A receita não exige muito trabalho, especialmente se tiverem uma máquina de fazer pão para ajudar a amassar e levedar. As instruções vão para esses sortudos como eu, mas para quem quiser fazer à mão também é possível (passos no final).

 

Ingredientes:

250ml de leite quentinho (não a ferver, senão mata o fermento)
1 saqueta (2 colheres de chá) de fermento seco rápido
1 ovo
110g de açúcar
570g de farinha sem fermento (Tipo 65)
1 colher de café de erva-doce em pó
1 colher de café de canela em pó
100g de manteiga derretida

1 gema de ovo para pincelar

 

Coloquem na cuba da máquina os ingredientes pela seguinte ordem: leite, fermento, ovo, açúcar, farinha, erva-doce, canela e manteiga. Liguem a máquina no programa "Massa" e deixem seguir até ao fim (leveda e tudo). 

 

 

Tirem a massa e separem um bocadinho (do tamanho de um pequeno pãozinho) para decorar com uma cruz.

 

Numa superfície polvilhada com farinha moldem o folar num formato redondo, enrolando para baixo as pontas menos perfeitas. Com o pedaço de massa que retiraram façam dois rolinhos e coloquem-nos em cima numa cruz, pressionando bem as pontas em cima do folar para não se soltarem.

 

Estamos quase a acabar. Coloquem o vosso folar num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincelem com gema de ovo batida com um bocadinho de água. Polvilhem generosamente com açúcar e levem ao forno a 180º por mais ou menos 40 minutos.

 

 

À mão: Coloquem numa tigela grande a manteiga, o açúcar, o ovo e bater. Juntem a canela e a erva-doce, o fermento e o leite. Batam tudo e juntem depois a farinha (podem fazer isto com uma colher de pau ou com uma batedeira com ganchos fortes). Deixem levedar a massa, tapadinha e aconchegada com um pano, mais ou menos 1h30 ou até o volume duplicar.

 

E pronto, agora é comer assim mesmo ou com manteiga a escorrer pelos lados.

Sericaia com calda de ameixa e canela

Lembro-me de, em miúda, ir a Elvas com os meus pais e trazer sempre de volta um sericaia. Vinha no tradicional prato de barro, enrolado em papel pardo e atado com um cordel. Não durava nem uma tarde lá em casa, sumia-se num ápice. 

 

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Rapidamente percebi que era fácil reproduzir a receita em casa (também ainda em miúda). E com os pratos de barro que já lá andavam a rebolar nos armários, nem precisava de o cozer num pirex sem graça. Em casa, nunca o comíamos com as típicas ameixas em calda. Na verdade, sempre gostei mais da calda que vinha com as ameixas do que das próprias das ameixas.

 

Voltei ao sericaia mas, desta vez, fiz uma calda mais armada aos cucos para o acompanhar. Nada de ameixas inteiras, só uma overdose de canela.

 

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Ingredientes:

6 ovos

500 ml de leite

250 gr. de açúcar louro (o açúcar louro dá um sabor mais acentuado mas também podem fazer com açúcar branco)

6 c. sopa de farinha

1 c. chá de fermento em pó

2 paus de canela

Casca de um limão às tiras

(para a calda)

3 c. sopa de compota de ameixa

4 c. sopa de água

1 pau de canela

 

Comecem por untar com manteiga o prato de barro (se não tiverem um prato redondo grande de barro, podem fazer num pirex) e polvilhem-no com canela. Aqueci o forno a 180º.

 

Num tacho, levem ao lume o leite com os paus de canela e a casca de limão até que comece a ferver. Apaguem o lume e deixem que os sabores do limão e da canela se misturem com o leite enquanto preparam o resto da receita.

 

Separem as gemas das claras. Aos poucos, juntem às gemas o açúcar e batam até estar tudo ligado. Adicionem o fermento e, colher a colher, a farinha, misturando bem.

 

Retirem as cascas de limão e os paus de canela do leite e temperem o preparado de gemas com parte do leite morno (que é como quem diz, juntem um bocado do leite à mistura de gemas e mexam). Juntem ao tacho com o resto do leite o preparado das gemas, envolvam bem e levem de novo ao lume até engrossar. Façam isto com o lume no mínimo e mexendo sempre para não pegar ao fundo. O creme deve ficar com uma consistência semelhante à do creme de pasteleiro. Retirem a mistura do tacho e deixem-na a arrefecer um pouco numa tigela.

 

À parte, batam as claras em castelo e adicionem-nas com cuidado ao preparado anterior. Não batam muito para não perderem o ar.

 

Coloquem a massa no prato de barro, polvilhem com canela e levem ao forno durante mais ou menos 30 minutos. Retirem quando estiver bem douradinho por cima e já não abanar no centro.

 

Façam depois a calda: levem a compota, a água e o pau de canela ao lume e misturem tudo bem até ferver. Retirem do fogão e deixem que arrefeça.

 

Sirvam fatias generosas com a calda a escorrer por cima.

Bolo de cenoura com cobertura de chocolate

Este bolo não é a invenção da pólvora. Muitos de vocês já terão feito uma versão deste docinho em casa. Eu já o fiz de várias formas: com a cenoura crua ralada, cozendo a cenoura e depois transformando-a em puré mas esta versão, em que a cenoura é triturada num liquidificador, é, de longe, a que dá o melhor bolo.

 

O bolo é denso mas não é pesado, a cobertura é doce mas não em demasia. Uma combinação perfeita de dois amigos improváveis.

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Ingredientes:

300 gr. de cenoura crua (descascada e cortada em pedaços)

4 ovos

1 chávena de óleo

2 chávenas de farinha

2 chávenas de açúcar

1 c. chá de fermento

 

(Para a cobertura)

200 gr. de chocolate em pó

75 gr. de manteiga

8 c. sopa de leite

 

Comecem por aquecer o forno a 180º e por untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma (usei uma forma bundt mas podem usar uma forma redonda).

 

Separem as claras das gemas dos ovos. No liquidificador, triturem a cenoura com o açúcar, o óleo e as gemas de ovos até obterem um puré homogéneo.

 

Aos poucos, juntem a farinha e o fermento a este puré, envolvendo bem até não restarem vestígios da farinha.

 

Finalmente, batam as claras em castelo e envolvam-nas com cuidado no preparado anterior.

 

Deitem a massa na forma e levem ao forno durante 35 a 45 minutos, até o palito sair limpo. Se o bolo começar a ficar muito escuro no topo antes de estar cozido, tapem a forma com papel de alumínio.

 

Enquanto o bolo coze, preparem a cobertura: derretam a manteiga num tacho e, quando estiver líquida, juntem o chocolate em pó e o leite. Mexam com uma vara de arames até estar tudo misturado. Retirem do lume assim que começar a borbulhar.

 

Desenformem o bolo quando sair do forno e deitem por cima a cobertura. Espalhem com uma espátula para que escorra pelos lados do bolo.

 

Tenham a paciência para esperar até que arrefeça e depois lambuzem-se que nem gente grande.

 

 

Bolo de banana caramelizada e flor de laranjeira

Uma camada de banana vestida de caramelo a escorrer pelos lados do bolo e uma massa fofinha com aroma de flor de laranjeira. Este bolo é uma experiência perfeita para a hora do lanche e vai garantidamente impressionar.

 

Por cá, é costume fazer-se o bolo de ananás ao contrário mas a verdade é que é possível fazer outras versões e usar outras frutas a partir de uma receita de pão de ló e de uma forma com caramelo a forrar o fundo.

 

Este bolo de banana come-se muito no Brasil. A minha versão sobe mais um degrau, com a adição de água de flor de laranjeira à massa do bolo.

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 Ingredientes:

(Para forrar o fundo da forma)

1 chávena e meia de açúcar

água q.b.

15 gr. de manteiga com sal

4 a 5 bananas maduras

 

(Para o bolo)

240 gr. de farinha

90 gr. de amido de milho (farinha maizena)

1 c. sopa de fermento em pó

4 ovos grandes

55 gr. de manteiga com sal

200 gr. de açúcar

200 ml. de leite

1 c. sopa de água de flor de laranjeira (opcional)

 

Comecemos pelo caramelo. Coloquem uma chávena e meia de açúcar dentro da vossa forma redonda (24 cm é o tamanho perfeito) e cubram com água (só mesmo a suficiente para cobrir o açúcar). Acendam o lume e coloquem a forma diretamente no bico do fogão. Deixem ferver até que o açúcar se transforme num caramelo dourado escuro.

 

Retirem do lume e, muito rapidamente, juntem os 15 gramas de manteiga, enquanto fazem movimentos circulares com a forma para que a manteiga derreta e o caramelo fique espalhado de uniformemente na base e nos lados da forma.

 

Cortem as bananas às rodelas e coloquem-nas em cima do caramelo, o mais arrumadinhas possível, começando por fora e terminando no centro.

 

A vossa forma está pronta. Liguem o forno e aqueçam-no a 175º. Vamos à massa.

 

Peneirem a farinha, o amido de milho e o fermento em pó para um recipiente e coloquem-no de parte.

 

Batam noutra tigela as gemas com o açúcar até obterem uma mistura esbranquiçada. Juntem a manteiga amolecida e batam até estar tudo ligado. Se usarem a água de flor de laranjeira, adicionem-na nesta altura.

 

A esta mistura vão juntando os ingredientes secos e o leite, alternadamente, começando e terminando com a mistura de farinhas.

 

À parte, batam as claras em castelo e envolvam-nas com cuidado no preparado anterior.

 

Coloquem a massa por cima da forma já forrada com o caramelo e as bananas e levem ao forno durante 40 minutos a uma hora. Vão testando a partir dos 40 minutos com um palito para verem se o bolo está cozido. Se o bolo começar a ficar muito escuro no topo durante a cozedura, cubram a forma com papel de alumínio até estar pronto.

 

Retirem o bolo do forno e desenformem de imediato. Para que nada corra mal, passem uma faca pelos lados da forma e, quando a virarem para um prato, deem umas pancadinhas no fundo da forma. Assim, não é mais provável que não haja imprevistos e que nenhuma rodela de banana fique agarrada.

 

Congratulem-se pelo lindo trabalho que acabaram de fazer e comam uma fatia avantajada.